Modernidade Concreta em Pernambuco: a ação das grandes empresas construtoras e a modernização do espaço construído na primeira metade do século XX

Investiga-se através da atuação de duas grandes firmas construtoras – Christiani & Nielsen e Companhia Construtora Nacional – sobretudo, e do escritório de projeto Béton Armé Hennebique, no estado de Pernambuco, o desenvolvimento de uma cultura técnica calcada no emprego do concreto armado, tido como um dos fatores protagonista da modernização da arquitetura na primeira metade do século XX. O período compreende o primeiro contrato, realizado pelo governo estadual, da empreiteira L. Riedlinger para a reforma e modernização da Ponte Maurício de Nassau já dentro das premissas mais modernas da tecnologia construtiva do concreto armado, e as obras do Departamento de Arquitetura e Urbanismo. E abarca, também, o ano de 1939, quando o engenheiro calculista Joaquim Cardozo discursa como patrono da turma de formandos da Escola de Engenharia de Pernambuco de 1938. Pretende-se estudar os profissionais do espaço construído incluindo os percursos de sua formação e da formação da categoria profissional dos engenheiros, engenheiros-arquitetos, arquitetos e construtores atuantes em Pernambuco, até o momento marcado pela construção da nova Capital, Brasília, em que apenas estas duas grandes firmas construtoras foram habilitadas a construírem o edifício do Congresso Nacional. Intenta-se levantar, classificar e examinar os diversos programas construtivos em que se empregam o concreto armado, a ação conjunta do arquiteto com o engenheiro, que levou à formulação de uma arquitetura do concreto armado, enfim, de uma Modernidade Concreta em Pernambuco.

  • Pesquisador(es) Maria Luíza Freitas